A TERRA TREME 2023 | Exercício Público de Sensibilização para o Risco Sísmico

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) promove no próximo dia 14 de novembro, às 11:14 horas, a 11.ª Edição do Exercício Público de âmbito nacional de Sensibilização para o Risco Sísmico, denominado A TERRA TREME www.aterratreme.pt

É objetivo do exercício capacitar a população para saber como agir em caso de sismo, sensibilizando o cidadão para o facto de viver numa sociedade de risco, e desafiando-o a envolver-se no processo de construção de comunidades mais seguras e resilientes.

BAIXAR, PROTEGER, AGUARDAR

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A TERRA TREME é um exercício organizado anualmente pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Pretende alertar e sensibilizar a população sobre como agir antes, durante e depois da ocorrência de um sismo.

Os 3 gestos BAIXAR, PROTEGER, AGUARDAR são a melhor resposta para nos protegermos em caso de sismo.

O exercício ajudará a conhecer e praticar estes 3 gestos que podem salvar vidas.

A NOSSA HISTÓRIA

A Santa Casa da Misericórdia de Alfeizerão remonta ao primeiro quartel do século XVI. O primeiro documento oficial em que aparece referido o nome da Misericórdia data de 1532.

Tudo leva a crer, que a sua fundação tenha ocorrido em data anterior, sendo provável ter acontecido em pleno reinado de Dom Manuel I, após a elevação de Alfeizerão a Vila e à condição de Sede de Concelho, que ocorreu no ano de 1514, constituída a partir da Confraria do Espírito Santo, já então implantada no seio da Comunidade Cristã, adoptando como lema a prática das 14 Obras de Misericórdia, que estão na Génese das Misericórdias Portuguesas.

Teve atividade regular prestando ajudas à população, para as necessidades mais prementes nesse tempo, sobretudo no Combate às Epidemias, Apoio à Mendicidade, Acolhimento dos Expostos, Educação dos Órfãos, Auxílio aos Desvalidos, Higiene, Alimentação e Dormida aos Peregrinos, bem como a Sepultura dos Mortos, Indigentes e Justiçados.

Foi extinta em 1775, no início do último quarto do século XVIII, no reinado de Dom José I, por ordem do então Primeiro-ministro, Marquês de Pombal, não restando dela qualquer património material ou imaterial, cultural e religioso.

Em Novembro de 1992, um conjunto de Residentes da Freguesia de Alfeizerão, impulsionou um movimento solidário com o propósito de refundar a Misericórdia de Alfeizerão e assim restituir à população, uma entidade capaz de criar condições para responder aos desafios da atualidade de então, já não para a resolução das necessidades dum passado distante, mas sim para prestar ajuda a uma população cada vez mais envelhecida e carenciada de apoios de retaguarda de proximidade, que os seus familiares, muitos deles a viverem longe da terra natal, e em lugares distantes lhes não podiam prestar.

A Misericórdia de Alfeizerão, para responder socialmente às necessidades da população idosa das 26 povoações que fazem parte da Freguesia de Alfeizerão, uma das maiores  do Município em área geográfica e em pessoas residentes, a rondar os 5.000 habitantes, cerca de 25 %  dos quais, com idades superiores a 65 anos, muitos deles a residirem sozinhos e em lugares isolados, arrancou com a valência de Apoio Domiciliário em 1999, seguindo-se  o Centro de Dia em 2004, Lar Residencial, Cantinas Sociais, Banco Alimentar, Serviço de Ambulâncias, Cuidados de Saúde e Reabilitação Física em 2013.

Em 2014 é criado o Centro de Acolhimento de Emergência Social e em 2015 o Acolhimento a Refugiados, no âmbito do Programa de Financiamento Europeu de Recolocações. Neste mesmo ano foram criados o Escritório Social, Turismo Social, Loja Social e Oficina Social.

Em 2016, foi fundada a Universidade Sénior da Misericórdia de Alfeizerão, destinada a  utentes com idades a partir dos 50 anos e maior grau de mobilidade, que após a sua filiação na RUTS, iniciou a sua atividade no ano letivo 2016/2017.

A Misericórdia de Alfeizerão emprega mais de 50 trabalhadores, o que faz desta Instituição uma das maiores e empregadoras da Freguesia.

A Instituição está a funcionar desde 2013, em Instalações próprias construídas especialmente para servirem de Sede Social e Operacional.

A capacidade instalada permite servir 30 utentes no Centro de Dia, 60 utentes no Apoio Domiciliário, 40 utentes no Lar Residencial, 20 utentes no Centro de Acolhimento de Emergência Social e Acolhimento de 15 Refugiados no âmbito do Programa Financiado pela União Europeu para a Recolocação de Estrangeiros, vindos de zonas de conflitos armados.